sexta-feira, 16 de maio de 2014

Weber


Maximillian Carl Emil Weber

(1864 - 1920)

Erfurt/Alemanha
Origem burguesa, origem protestante e religiosa, família de comerciantes
de linho e industriais têxteis
A ética protestante e o espírito do capitalismo”, 1904
– busca estabelecer os efeitos da religião sobre a conduta humana
Ambiente intelectualmente estimulante
Formado em direito, atuou também como professor, jornalista, filósofo,

historiador, economista e sociólogo

Contexto
1830: Alemanha - país mais atrasado da Europa
 1880: Alemanha - país europeu de maior poder econômico
 aliança da grande burguesia, detentora de forte poder econômico, apoiada na
burocracia e no exército prussiano de Bismarck
 Interesse no estudo da política, do papel do Estado e das estruturas de
Poder, Dominação e Obediência
OBJETO DA SOCIOLOGIA – A AÇÃO SOCIAL
Diferentemente de Durkheim, o ponto de partida da sociologia de Weber (1864-1920) não estava nas entidades coletivas, grupos ou instituições. Seu objeto de investigação é a ação social, a conduta humana dotada de sentido ou motivo, isto é, de uma justificativa subjetivamente elaborada. O sentido ou motivo da ação individual deve envolver ou referir-se a outros indivíduos: daí o seu caráter social. A ação de escrever uma carta para alguém é, por exemplo, uma ação social, pois quem escreve tem um motivo, no qual outras pessoas estão envolvidas.

OBS: A Sociologia de Weber e Marx
Max Weber produziu a sociologia “compreensiva”, onde ele se mostra preocupado com a compreensão das atitudes dos indivíduos na sociedade, considerando que a sociologia poderia, então, explicar melhor determinados fragmentos da realidade social.
Diferente do pensamento crítico de Marx, e de sua visão de transformação, isto é, histórica da sociedade capitalista (Materialismo Histórico Dialético), Weber através da sociologia compreensiva, visa compreender as relações sociais. Ele não está pensando em transformação. Para Weber, o indivíduo através de suas ações é quem constrói a sociedade.
A SOCIEDADE: RESULTADO DAS AÇÕES SOCIAIS 
Para Weber, a sociedade existe concretamente, mas não é algo externo e acima das pessoas, e sim o conjunto das ações dos indivíduos relacionando-se reciprocamente. Assim, Weber, partindo do indivíduo e de suas motivações, pretende compreender a sociedade como um todo. Cada sujeito age levado por um motivo que é dado pela tradição, por interesses racionais ou pela emotividade. O motivo que transparece na ação social permite desvendar o seu sentido, que é social na medida em que cada indivíduo age levando em conta a resposta ou a reação de outros indivíduos. Ex.: O tráfico de drogas (fato social) resulta da ação de vários indivíduos: quem planta, quem prepara, quem vende, quem consome etc.
AÇÃO E RELAÇÃO SOCIAL
Weber distingue a ação da relação social. Para que se estabeleça uma relação social é preciso que o sentido da ação seja compartilhado. Por exemplo, um sujeito que pede uma informação a outro estabelece uma ação social: ele tem um motivo e age em relação a outro indivíduo, mas tal motivo não é compartilhado. Numa sala de aula, em que o objetivo da ação dos vários sujeitos é compartilhado, existe uma relação social.
A escola, nesse sentido, só existe porque muitos indivíduos orientam reciprocamente suas ações num determinado sentido, no caso estudar, aprender, ser aprovado no vestibular etc. Desse modo, a existência da escola está vinculada a determinados tipos de relações sociais que os indivíduos praticam. 

Para Complementar veja o texto extraído do site http://www.brasilescola.com/filosofia/a-definicao-acao-social-max-weber.htm

A definição de ação social de Max Weber

A ação social, para Max Weber, pode ser dividida em quatro ações fundamentais: ação social racional com relação a fins, ação social racional com relação a valores, ação social afetiva e ação social tradicional. 

Para Max Weber, pode ser dividida em quatro ações fundamentais e é função do sociólogo compreendê-las

Na visão de Max Weber, a função do sociólogo é compreender o sentido das chamadas ações sociais, e fazê-lo é encontrar os nexos causais que as determinam. Entende-se que ações imitativas, nas quais não se confere um sentido para o agir, não são ditas ações sociais. Mas o objeto da Sociologia é uma realidade infinita e para analisá-la é preciso construir tipos ideais, que não existem de fato, mas que norteiam a referida análise.
Os tipos ideais servem como modelos e a partir deles a citada infinidade pode ser resumida em quatro ações fundamentais, a saber:
1. Ação social racional com relação a fins, na qual a ação é estritamente racional. Toma-se um fim e este é, então, racionalmente buscado. Há a escolha dos melhores meios para se realizar um fim;
2. Ação social racional com relação a valores, na qual não é o fim que orienta a ação, mas o valor, seja este ético, religioso, político ou estético;
3. Ação social afetiva, em que a conduta é movida por sentimentos, tais como orgulho, vingança, loucura, paixão, inveja, medo, etc., e
4. Ação social tradicional, que tem como fonte motivadora os costumes ou hábitos arraigados. (Observe que as duas últimas são irracionais).
Para Weber, a ação social é aquela que é orientada ao outro. No entanto, há algumas atitudes coletivas que não podem ser consideradas sociais. No que se refere ao método sociológico, Weber difere de Durkheim (que tem como método a observação e a experimentação, sendo que esta se dá a partir da análise comparativa, isto é, faz-se a análise das diversas sociedades as quais devem ser comparadas entre si posteriormente). Ao tratar os fatos sociais como coisas, Durkheim queria mostrar que o cientista precisa romper com qualquer pré-noção, ou seja, é necessário, desde o começo da pesquisa sobre a sociedade, o abandono dos juízos de valores que são próprios ao sociólogo (neutralidade), uma total separação entre o sujeito que estuda e o objeto estudado, que também pretendem as ciências naturais. No entanto, para Weber, na medida em que a realidade é infinita, e quem a estuda faz nela apenas um recorte a fim de explicá-la, o recorte feito é prova de uma escolha de alguém por estudar isto ou aquilo neste ou naquele momento. Nesse sentido, não há, como queria Durkheim, uma completa objetividade. Os juízos de valor aparecem no momento da definição do tema de estudo.
Assim foi o seu conviver com a doutrina protestante que influenciou Weber na escrita de “A ética protestante e o espírito do capitalismo”. Para esse teórico, é apenas após a definição do tema, quando se vai partir rumo à pesquisa em si, que se faz possível ser objetivo e imparcial.
Compare-se Durkheim e Weber, agora do ponto de vista do objeto de estudo sociológico. O primeiro dirá que a Sociologia deve estudar os fatos sociais, que precisam ser: gerais, exteriores e coercitivos, além de objetivos, para esta ser chamada corretamente de “ciência”. Enquanto o segundo optará pelo estudo daação social que, como descrita acima, é dividida em tipologias. Ademais, diferentemente de Durkheim, Weber não se apoia nas ciências naturais a fim de construir seus métodos de análises e nem mesmo acredita ser possível encontrar leis gerais que expliquem a totalidade do mundo social. O seu interesse não é, portanto, descobrir regras universais para fenômenos sociais. Mas quando rejeita as pesquisas que se resumem a uma mera descrição dos fatos, ele, por seu turno, caminha em busca de leis causais, as quais são suscetíveis de entendimento a partir da racionalidade científica.


Oficina de resolução de questões

Questões

1- Leia o fragmento antes de responder:
No princípio, Deus criou o céu e a terra. (...)
Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom. 
Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.” Gen 1: 1, 31.
a) Qual tipo de documento é apresentado no fragmento? Qual segmento representa?
b) O fragmento acima foi utilizado para legitimar uma concepção de trabalho. Qual a visão sobre trabalho é apresentada no fragmento? Explique.

2- Veja a imagem:

a) Qual o nome do filme? O filme apresenta as condições de trabalho em uma sociedade socialista, capitalista ou comunista?
b) Qual a concepção de trabalho apresentada no roteiro? Justifique.
 
 
 
 



3- Antes de responder analise a imagem:
a) A imagem retrata um movimento migratório. Cite 4 tipos de movimentos migratórios.
a) Qual o tipo de movimento migratório é apresentado na imagem?
b) Cite três problemas causados nas cidades por falta de planejamento por parte das pessoas, bem como pela ausência de políticas públicas para receber este tipo de migrante.









4- Note a imagem:
a) Estabeleça o contraste entre as características da família e o ambiente (urbano) apresentados na imagem.
b) Cite dois fatores que contribuem para esse descontentamento com o centro urbano no caso em questão.
c) Qual o problema social apresentado na imagem.






sábado, 22 de março de 2014

A formação das Cidades Históricas de Minas Gerais

Telas da Palestra


A formação das Cidades Históricas de Minas Gerais

Tela 1
As bases da ocupação territorial brasileira:
-O Desinteresse pelo Brasil
-A Noção de ciclo econômico:
a) Pau-Brasil
b) Cana de açúcar
c) Mineração
d) Café

Tela 2
Crise do ciclo açucareiro
Relações entre Portugal e Holanda:
-          O contrato na cadeia do açúcar
-          A União Ibérica e a quebra contratual
As invasões holandesas (1630 – 1954)
A importância de Pernambuco
A Insurreição Pernambucana
A concorrência nas Antilhas = Crise

Tela 3
Consequências do descoberta do ouro
Interiorização / Povoamento do interior
Início da urbanização* nas áreas mineradoras
Aumento populacional
Aumento do comércio interno na colônia
Aumento da mobilidade social
Alteração do eixo econômico-político do NE para o SE
Descontentamento com o fiscalismo

Desenvolvimento artístico cultural: barroco.

Tela 4

Referências Utilizadas
Bibliográficas
BOXER,  Charles Ralph  A idade de ouro do Brasil: dores de crescimento de uma sociedade colonial. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2000.
FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1999.
__________. A economia colonial no Brasil nos séculos XVI e XVII. São Paulo: Hucitec/ ABPHE, 2000.
HOLLANDA, S. B. A mineração: antecedentes luso-brasileiros. In: HOLLANDA, S. B. (Org.). História geral da civilização brasileira, tomo 1 – A Época Colonial, v. 2. São Paulo: Difel, 1960a.
_____________. Metais e pedras preciosas. In: HOLLANDA, S. B. (Org.). História geral da civilização brasileira, tomo 1 – A Época  Colonial, v. 2. São Paulo: Difel, 1960b.
PRADO JUNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. 29ºEdição. Brasiliense, 1983.
SANTOS, Milton. A Urbanização Brasileira. São Paulo: Editora Hucitec, 1994.
Sites

Imagens utilizadas:
Evolução do povoamento no Brasil





























Mapa das Principais Monções











Regiões auríferas:














Centro aurífero das Minas Gerais:

Estrada Real: o escoamento do ouro:



A presença dos escravos nas minas:

Placa de Trânsito do circuito do ouro em MG:


O ouro de aluvião:

sábado, 3 de novembro de 2012

Temas de Atualidades

O aluno deverá escolher 3 temas opcionais e o tema obrigatório. Pontos: até 4,0. Data: até 13/11 (exclusivamente nas mãos do professor). Folha de almaço; manuscrito; individual. Pesquisa resumida (apresentando as informações importantes [o quê/ quando/ onde/ quem/ por quê/ consequências) com sua opinião sobre cada tema ao final. Precisa citar todas as fontes citadas. Temas Opcionais: - Rio + 20 - Mensalão - O Atirador de Aurora - Violência em são Paulo : PCC - Olimpíadas e Copa no Brasil - Redução do IPI Tema obrigatório: - Usina de Belo Monte Antes de pesquisar o tema obrigatório veja o vídeo abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=TWWwfL66MPs Bom Trabalho

domingo, 1 de janeiro de 2012

Africanidades e Islamismo (Aprofundamento)

Informações Fundamentais

Características básicas do Islamismo
Site da Veja

Islamismo (História)
parte I
parte II

História da África (noções básicas)
Parte I
Parte II

No ENEM

Documentário (History)
O milagre Mandela

Documentário
Apartheid

Modelo de Tabela Comparativa entre Reinos Africanos:


Informações Complementares:

Documentário:
África: uma história rejeitada

Cultura Africana
apresentação geral

Globo Repórter
Moçambique: uma África que fala português

Jornal Nacional de 11 de Setembro de 2001
https://www.youtube.com/watch?v=KflUSoIxZc8

Reportagem especial da Record sobre 11 de Setembro
https://www.youtube.com/watch?v=jmCWQxvrZUQ


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

I JORNADA FILOSÓFICA


É um evento que será feito na escola EMEF. Virgínia Mendes Antunes de Vasconcellos organizado por alguns professores e alunos que fazem parte do grupo de estudos de filosofia e cotidiano que vai acontecer nos dias 03 e 04 de Novembro.

 
1ª JORNADA FILOSÓFICA

Projeto Filosofia e Cotidiano -
EMEF Virgínia Mendes Antunes de Vasconcelos



terça-feira, 8 de junho de 2010

Modelos de Resenha

Queridos alunos,
o livro que solicitei a leitura durante as férias, além de um mecanismo para que não se olvidem de mim, servirá para introduzi-los à Cultura Clássica. Para realizar o trabalho e efetuar uma resenha veja os modelos contidos no site a seguir:
Modelos de Resenha

Abraços

Daniel